Categorias:

INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE ALGORITMO E PROGRAMAÇÃO ESTRUTURADA

Imagem do avatar de
Publicado por Dusite

algoritmo

 
INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE ALGORITMO E PROGRAMAÇÃO ESTRUTURADA / 3
 
A grande dificuldade na concepção e no entendimento de algoritmos é o problema do
relacionamento desses aspectos, ou seja: como entender (“visualizar”) as estruturas dinâmicas
das possíveis execuções do algoritmo a partir da estrutura estática do texto do algoritmo.
Veremos mais adiante em detalhe como a restrição a um número limitado de estruturas de
controle permite reduzir o “abismo” entre o aspecto estático e o dinâmico do algoritmo.
 
No que se segue introduziremos em forma intuitiva a noção de algoritmo, motivando
ao mesmo tempo as estruturas básicas de controle (sequência simples, alternativa e repetição)
como formas de raciocínio “naturais”, adequadas para a composição de algoritmos inteligíveis.
Os exemplos usados são tomados principalmente do meio cotidiano, e menos do meio da
programação, ressaltando assim a generalidade do conceito de algoritmo.
 
Uma ação é um evento que ocorre num período de tempo finito, estabelecendo um
efeito intencionado e bem definido. Exemplos:
 
“caminhar até a próxima esquina”
“colocar um livro em cima de uma mesa”
descascar as batatas para o jantar”
“atribuir o valor 3.14 a uma variável”
 
Se estamos interessados numa ação, é pelo efeito que ela produz. A intenção na execução
de uma ação é estabelecer esse efeito, que então naturalmente deve ser bem definido. Ações de
efeito imprevisível não nos interessam aqui. E fundamental que a ação leve um período de tem-
po finito para ser executada: isso implica que possamos falar do instante to em que a ação
começa e do instante t1 em que ele termina. Vamos supor que o efeito de uma ação pode ser
descrito comparando-se o “estado no instante tº” com o “estado no instante t]
 
Podemos considerar o estado (de um dado sistema de objetos) como o conjunto de pro-
priedades desses objetos que são relevantes para nós na situação considerada. [Por exemplo:
3) batatas com casca ou descascadas; b) o conjunto de valores das variáveis do programa num
certo instante da execução.]
 
Quando consideramos um evento como uma sequência temporal de (sub) ações, cujo
efeito acumulado é igual ao efeito do evento total, falamos de um processo seqúencial, ou
simplesmente de um processo.
 
Um mesmo evento pode geralmente ser considerado como uma ação (primitiva) ou como
um processo, dependendo se estamos interessados simplesmente no efeito total, ou seja, nos
estados antes e depois, ou se também estamos interessados em um ou vários estados inter-
mediários.
 
Para descrever um evento, usaremos inicialmente a forma de relato de um observador.
Por exemplo, o evento “uma dona-de-casa descasca as batatas para o jantar” poderia ser descri-
to por um observador co mo uma sucessão das seguintes subações por parte da dona-de-casa:
 
“traz a cesta com batatas do porão”;
“traz a panela do armário”;
 
(R 1) “descasca as batatas”;
devolve a cesta ao porão”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *